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Exposição e exploração de animais na Mídia

midiaProgramas de TV
Animal parece que virou ferramenta para atrair o público na TV. São usados desde em gincanas tolas, onde são manuseados displicentemente como se fossem brinquedos, passando por “shows de habilidades” em que nada acrescentam ao próprio animal e sequer é natural, até uma maquiagem “educativa-ambientalista”, onde animais silvestres e exóticos são expostos em palcos dentro de estúdios diante do auditório, ou perseguidos e agarrados em seu habitat para capitar boas imagens de aventura com o apresentador.

São verdadeiros zoológicos midiáticos, usando animais para entretenimento e financiando indústrias que os exploram. Diversos criadores reproduzem animais em cativeiro para treiná-los e alugá-los para esses fins. Muitos já se apresentaram em programas, se mostrando como verdadeiros amantes defensores dos animais, mobilizando a audiência e admiração de muitas pessoas desatentas. Belo marketing. Até o dia em que as pessoas se atentarem que domesticar animais como tigres e leões para viverem como gatinhos, é despedaçar o espírito desses animais, tirá-los sua identidade, privá-los e coisificá-los, apenas para capricho humano. Imagine então reproduzir mais animais em cativeiro, já com uma finalidade comercial para eles, e com o intuito de mantê-los para sempre a essa vida. A maioria desses animais sequer são de espécies brasileiras. Expô-los na televisão só torna a situação ainda mais bizarra. Não há nada de benevolente nisso.

Cinema, séries, comerciais e novelas
Quando seus amigos e vizinhos forem assistir ao novo filme Speed Racer, o que eles não verão é o treinador submetendo o chimpanzé que “interpreta” o Chim Chim/Zequinha a golpes. Também não verão o chimpanzé mordendo um ator no set. Esse tipo de coisa acontece todo o tempo com animais usados, explorados e abusados na indústria do entretenimento, incluindo animais que aparecem em filmes, comerciais, novelas, programas de TV etc.

Mesmo com computadores e animações, ainda submetem animais de verdade a rotinas confusas e assustadoras. Animais já explorados em cativeiro e treinamento para serem alugados para gravações. E caso se comportem mal ou não faça algo solicitado, são punidos. Então, por que filmes, como Speed Racer, Águas para elefantes, Winter O Golfinho e Zelador Animal continuam os explorando?
Para treinar primatas para performances, estes são retirados dos braços da mãe com apenas alguns dias de vida. Como se pode imaginar, isso causa traumas psicológicos, emocionais e fisiológicos para a mãe e o filhote. Quando o animal chega aos dois anos de idade, os treinadores começam um processo que eles chamam de “quebrando o espírito”. Algumas vezes isso significa empurrar a cabeça dos bebês chimpanzés e orangotangos, chutar seus rostos e acertá-los com cabos de vassoura.

Por volta dos oito anos de idade, os primatas se tornam muito fortes para serem controlados, então raramente são usados como “atores” novamente. O segundo estágio de suas vidas os depara com um terrível fato: ao invés de viverem uma tranqüila aposentadoria, eles são vendidos para zoológicos e circos.

Trecho da entrevista da Revista Galileu (maio de 2008) com Laura-Ann Petitto, uma das pesquisadoras que trabalhou com o chimpanzé Nim Chimpsky, que aprendeu a linguagem dos sinais e fazia o sinal de “desculpas” para seus companheiros símios. Ele morreu em 2000, aos 26 anos:
Galileu: Por que tendemos a humanizar os chimpanzés?
Laura-Ann: Os chimpanzés despertam essa questão porque se parecem conosco. Mas é um engano achar que as semelhanças presumem identidade. As expressões faciais deles não têm os mesmos significados que as nossas. Você pode pensar que um chimpanzé está sorrindo, mas, na verdade, ele pode estar sentindo dor. As fotos publicitárias com esses animais são feitas sob tortura.
 

Proibição dessa atividade e encaminhados dos animais para santuários
A visitação pública nos santuários é proibida. “Os chimpanzés que sofreram muito nas mãos de humanos desconfiam de tudo, acham que todas as pessoas são ruins, vão machucá-los e eles reagem com agressividade, como defesa. Alguns ficam tão desesperados quando veem a presença de desconhecidos que se auto-mutilam, gritam sem parar. Mas eles são dóceis com quem eles conhecem e confiam, que são os tratadores e veterinários”, revela Pedro, fundador do GAP – Projeto Grandes Primatas, que resgata e abriga chimpanzés que sofreram torturas, foram explorados comercialmente, viveram em zoológicos precários, eram exibidos em circos ou criados como bichos de estimação.

E pelo mesmo motivo, nem todos os animais são capazes de conviver em grupo e precisam ser mantidos isolados. “Há tristes casos de animais criados explorados em circos que, para parecerem mansos, tiveram seus dentes arrancados ou foram cegos”, diz o protecionista.
Episódios emocionantes não faltam para quem acompanha o dia-a-dia dos animais. Pedro cita como caso mais recente o chimpanzé Hulk que por 15 anos viveu na escuridão. Além de cego, Hulk foi castrado e violentado. Tragédias que marcaram o animal para sempre. “Hulk foi o primeiro chimpanzé do mundo a ser operado e ter parte de sua visão recuperada”, conta Pedro, que, para este feito, teve a ajuda do renomado oftalmologista Walton Nosé e equipe.

Alguns fatos que foram expostos:

- Filme A Enseada e os golfinhos caçados e explorados para o filme Flipper e o parque Sea World

O documentário expõe a dramática matança dos golfinhos em Taiji no Japão, em que aproximadamente 23 mil golfinhos são mortos anualmente, e outros sequestrados para serem mantidos em cativeiro para a indústria do entretenimento (filmes como Winter, O Golfinho e parques aquáticos como o Sea World). O filme foi produzido por um ex caçador de golfinhos, o qual caçou o famoso golfinho do filme Flipper, que foi retirado de seu habitat e mãe, apra ser mantido em cativeiro e treinado para protagonizar o filme. O produtor conta a emocionante história de arrependimento do que fez e como o golfinho Flipper decidiu se suicidar em seu braços para se libertar da vida de confinamento e exploração para iversão humana.

Veja o Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=TDklm9NBvck


- Filme Água para Elefantes e a elefante idosa espancada para as filmagens.

Água Para Elefantes é baseado em um romance homônimo e é ambientado durante o período da Depressão. A estória mostra as brutalidades que sofriam humanos e não humanos. “Como um romance histórico, muita gente vai pensar como as coisas eram tristes e como elas devem ser melhores para os animais hoje. Mas a verdade é que os elefantes e outros animais em circos são forçados a levar vidas não naturais e solitárias, sujeitos a treinamentos violentos e acorrentamentos para apresentarem truques para o público”, diz a IDA na sua página de campanha.

Ativistas pelos direitos animais processaram a empresa da Califórnia do Sul que concedeu o elefante usado nas filmagens do filme “Água para elefantes”. Segundo informações do jornal The Washington Post, o processo foi aberto no Tribunal Federal de Los Angeles, nos EUA, contra a empresa Have Trunk Will Travel que, dentre outras atividades, “aluga” elefantes para filmes, casamentos e outros eventos. Os ativistas argumentam na ação que o filme engana os espectadores, que acreditam que o elefante usado nas filmagens foi apropriadamente tratado. Na verdade, o animal era torturado e maltratado com eletrochoques.

Veja cenas fortes da elefante usada nas filmagens do filme sendo torturada:
http://www.tmz.com/2011/05/09/water-for-elephants-reese-witherspoon-robert-pattinson-abused-shocked-animal-defenders-international/#.Tpmf-9721Ns

Veja também:
http://www.anda.jor.br/31/01/2013/dono-de-empresa-que-alugava-animais-para-cinema-e-tv-e-condenado-por-maus-tratos

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