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Animais explorados no Turismo

turismoA crueldade contra os animais pode ser um subproduto do turismo. Circos com animais, zoológicos, touradas, charretes, passeios com montaria, fotos com animais silvestres, nativos ou exóticos, e programas que incluem “nado com golfinhos” são exemplos de exploração animal para entretenimento.

Por olhar os animais apenas como meios para se divertir, e não como indivíduos que deveriam estar vivendo naturalmente para suas próprias razões, algumas pessoas acham que é divertido, mas elas não percebem que os animais estão sofrendo. Não entendem que eles tiveram suas vidas apropriadas, foram privados da liberdade, da família, da vida natural... Foram brutalmente domados e treinados para se tornarem adestrados e apáticos, servindo a propósitos de terceiros, para lucro e entretenimento sádico.

Porém, se os turistas optarem por ignorar e assim boicotar esses tipos de 'atrações' que usam animais, optando por atividades mais interessantes, positivas, naturais, construtivas e éticas, mudanças rápidas poderão ocorrer. O turismo ético é um assunto muito atual. O público espera que a indústria do turismo estabeleça padrões de qualidade para suas atividades e que políticos entendam que abuso e exploração de animais devem ser proibidas.

 

Camelos Árabes- Nordeste do Brasil
Os dromedários são animais originários da África e do sudoeste da Ásia, não deveriam estar no Brasil. São animais que foram importados para longe de seu habitat natural, para serem explorados em passeios de montaria pelas dunas de algumas cidades do litoral nordestino.
Animais usam mordaça, dificultando a respiração e a ruminação.
Chegam a carregar o peso de uma família inteira, com equipamentos de madeira atrelados a ele.
Vídeo mostra dromedário sendo obrigado a levantar para carregar mais turistas. É visível que o animal não está confortável: http://www.youtube.com/watch?v=lVOXyMoK_c8

Charretes – Paquetá, Petrópolis, Paraty...
Coisificados em “transporte” são escravizados em carroças e charretes, atrelados a elas grande parte de sua existência, como se aqueles ferros, madeiras e mordaças fossem extensões macabras de seus corpos. A alma despedaçada desses animais não é levada em conta para os que se divertem em passeios puxados por seu esforço. A noite, as cocheiras são imundas e com telhados despencando, não dando condições do animal sequer descansar, e o mantendo em constante perigo.

Fotos da cocheira dos animais explorados em charretes de Paquetá - RJ. (foto de 2012)

Elefantes - Tailândia
Num centro em Lampang, no norte da Tailândia, centenas de elefantes são obrigadas a pintar telas em espetáculos para turistas, como também a jogar futebol, a formar uma orquestra (tocam vários instrumentos como tambores e xilofones), e ainda a andar em cordas bambas.

Repare o domador controlando a tromba do animal por meio da orelha

Entre as atividades mais procuradas estão o passeio exótico no dorso de elefantes conduzido por um mahout, o adestrador do animal, e os shows em que eles dançam, pedalam em enormes triciclos e fazem coisas bizarras como jogar futebol e até basquete. O que ninguém vê é que, para domar o animal selvagem, são necessárias doses de tortura, num ritual chamado phajaan. Acontece assim: o filhote é afastado da mãe e aprisionado em uma pequena jaula, onde é espancado e privado de comida, água e sono por vários dias. Os mahouts gritam os comandos e, se o animal erra, furam sua pata com lanças de bambu. A tortura segue até o bicho aceitar que pessoas montem em seu dorso. A partir daí, o animal abandona sua força de vontade. E jamais se esquece das torturas que sofreu quando pequeno, daí vem a expressão "memória de elefante".

Macacos - Indonésia
Em Jakarta, na Indonésia, a prática conhecida como “topeng monyet”, onde macacos acorrentados são forçados a usar máscaras ou realizar truques com suas mãos, é uma exploração degradante que envolve muito sofrimento.


Cães - Argentina

"Não são só os cavalos que sofrem maus tratos quando usados em passeios de charretes. Sou contra essa forma de "diversão". Passeando hoje por Ushuaia, descobri como os cães são mau tratados...espaços pequenos para cães de grande porte...alguns em pequenas baias, outros em correntes....pêlos mau cuidados....muito estresse (uns tentam atacar o outro através das grades). Esse vídeo serve de aviso aos que gostam do passeio de trenó com cães.. não compactuem com esse tipo de passeio, pois os animais são usados para humanos ganharem dinheiro e não possuem o mínimo tratamento adequado.... e parece que as autoridades argentinas não fazem nenhum tipo de fiscalização. Lamentável....... achava que os animais de rua estavam em má situação, mas existem coisas piores ainda, como nesse caso aqui relatado." Depoimento da protetora brasileira Desirée P.

Enquanto estiver fora
Não aceite a cultura como uma desculpa para a opressão e maus-tratos. Rinhas de galo, farra do boi, touradas, rodeios e o uso de animais em festivais religiosos ou de outro tipo podem todos ser considerados reflexos da cultura local, porém a cultura não pode servir de justificativa para a crueldade.

Só visite atrações turísticas que sejam favoráveis aos animais. Veja os animais selvagens e silvestres onde eles devem estar – na natureza. Zoológicos e parques marinhos mantêm animais em condições de privação, sem atender suas necessidades mais básicas. Atividades do tipo nado com golfinhos podem parecer divertidas e educativas, mas são antinaturais e estressantes para os animais envolvidos.

Nunca compre lembranças (souvenirs) feitas com partes de animais. Evite todos os itens derivados de animais, incluindo peles/couro, marfim, cocares com plumas, cavalos marinhos, dentes, chifre de rinoceronte e casco de tartaruga.

Nunca pague por uma fotografia ao lado de um animal selvagem ou silvestre. Muitos desses animais foram tirados de seu habitat e suas mães foram mortas. Eles podem estar drogados ou ter sido treinados de forma cruel. E seus dentes e unhas podem ter sido arrancados para se “comportarem” bem com os turistas.

Se estiver viajando com um grupo, verifique se o itinerário não inclui atividades que exploram animais. Se for o caso, faça uma reclamação com seu agente ou operador de turismo, que pode não estar ciente da crueldade envolvida em tais atividades.

Evite montar animais. Maus tratos e equipamentos de montaria para todos os tipos de animais, incluído burros, cavalos, camelos e elefantes, podem perpetuar os maus-tratos. Cavalos que puxam carroças para turistas em muitos países sofrem com calor, manqueira e ferimentos causados por colisões no trânsito.

O que você pode fazer se vir um animal sofrendo?
Os padrões de bem-estar animal podem variar enormemente de região para região, mas você não precisa se sentir impotente ao ver um animal sofrendo em um país estrangeiro.

Se você presenciar um incidente de maus-tratos contra animais, anote data, hora, local, tipo e o número de animais envolvidos, além de endereços e nomes dos responsáveis, se possível. Se possível, grave em vídeo e fotos o que você viu.

Fotografias e material de vídeo são provas inestimáveis, mas nunca pague por elas. É imprescindível apresentar queixa em nível local num primeiro momento. Denuncie a crueldade junto a:

Órgãos locais de turismo
Polícia local
Uma organização de Direitos Animais local
Órgão Ambiental local
Seu operador de turismo
Quando voltar para casa, informe à embaixada do país para onde você viajou (ela é seu representante político na região).

A verdade sobre o Tiger Temple: http://www.youtube.com/watch?v=41izUzo25u4


Saiba mais:
A crueldade em zoológicos.
Sobre carroças e charretes.
Blog demonstra roteiros de viagem sem crueldade animal, o Vegetariando por aí! Confira!

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