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10 coisas que você precisa saber sobre peles, couro e lã

peleecouro“Como designer, eu gosto de trabalhar com tecidos que não sangram; é por isso que eu evito todas as peles de animais. Por favor, juntem-se a mim e explorarem a enorme variedade de sapatos, cintos, bolsas e carteiras que não são produto da morte violenta de uma vaca.” Stella McCartney

A coisificação animal nos faz ver partes arrancadas de seus corpos como inocentes objetos para nosso uso. E sequer imaginamos os processos. Sabemos que hoje em dia isso é funcionalmente desnecessário, mas infelizmente ainda comum, porém será que é normal? A indústria que lucra com isso, tenta manter uma romântica glamorização dessa prática. Mas seria ético? E a exploração desses animais não é apenas no ramo da moda, mas em grande parte do imobiliário também. Veja abaixo o que o uso de produtos advindos de partes de animais alimenta:


1- Temos um dado vergonhoso para o Brasil. O país é um grande produtor de peles arrancadas de chinchilas para exportação. São centenas de produtores e infinitos animais explorados e mortos. Um casaco de pele arrancada de chinchilas, assassina 200 indivíduos para ser confeccionado.

2- A pele de animais era usada pelos chamados “homens das cavernas” para lhes aquecer os corpos. Hoje em dia ela virou um “luxo desnecessário” já que culturamente foi criado um status sobre ela. Esse status provém, mesmo que de forma alienada, da necessidade de se afirmar perante terceiros, demonstrando poder. Isso não engloba apenas o financeiro já que hoje em dia a pele, dentre muitos outros artigos, se popularizou muito; mas também o poder de opressor ostentando oprimido, os animais. Sua caça morta e lhe adornando o pescoço. Uma dinâmica psicossocial mórbida, não?

3- Em alguns casos os animais (raposas, tigres, etc.) são retirados do seu habitat com armadilhas que esmagam seus membros e os imobilizam até que o caçador volte, podendo passar dias, fazendo com que muitos animais se automutilem na tentativa de sair daquela terrível condição. Outros animais ainda são procriados para viverem em constante confinamento, privados de uma vida natural, tanto que tendem a se automutilar, adoecem, se debatem nas gaiolas, passam fome, exposições climáticas e são tratados como coisas.

4- Para a extração da pele, os animais são eletrocutados, asfixiados, envenenados, afogados, mortos com pauladas na cabeça ou lhes quebram o pescoço. E muitas vezes eles não morrem na hora, alguns são esfolados ainda vivos.



5- O couro nada mais é que a pele arrancada de bovinos, jacarés, avestruzes, carneiros,... O produtor que se preocupa em reaproveitar a pele do boi para venda a curtumes, faz a marcação a ferro quente no rosto do animal, para não desvalorizar as “áreas nobres” da pele. Pelos mesmos motivos, também realizam a descorna, que é o doloroso corte dos chifres dos animais (lembra a retirada de marfim), pois mantidos em ambientes lotados e recebendo tratamento violento, esses animais se tornam assustados e defensivos, acabando por ferir uns aos outros. No entanto, o couro cru estadunidense é vendido até com o dobro do valor que o brasileiro, pois aqui os animais sofrem mais danos físicos durante sua miserável vida nas fazendas. Alguns exemplos do que os deixam tão machucados durante sua vida escravizados são arames farpados, bernes, ferrões pontiagudos e cães para o manejo, carência de minerais, transporte em veículos com pregos e pontas de madeira, etc.

6- Para a pele/couro não apodrecer ela passa por processos químicos, o chamado curtume. A substância à base de sulfidrato de sódio, um ácido usado normalmente para retirar os pelos do couro dos animais no curtume, intoxica muitos trabalhadores e é residual no material comercializado e usado. Atualmente a substância mais utilizada pelos curtumes, é o cromo III. Esta escolha se dá pela maior agilidade no processo de curtimento, barateando os custos, e tornando-o comercial para todo o planeta, já que com muita facilidade se encontra couros de diversas nacionalidades viajando pelo mundo, porém este produto é o maior vilão desta indústria, pois é tóxico e necessita de grande tempo para sua total absorção pela natureza. O material descartado pelos curtumes contamina solo, água e lençol freático.

7- Muitos se esquecem que a lã natural também provém de animais, ou não levam essa exploração em consideração. Pois ovelhas também são procriadas aos milhares, e mantidas em confinamento, privadas de uma vida natural para serem “produtoras de lã”. Vivendo naturalmente, seus corpos produziriam lã suficiente para lhes proteger do frio e do sol, mas geneticamente modificadas, produzem quantidades absurdas, que lhes causam desconforto, fungos, miíases, etc.

8- Quando nascem, esses animais tem suas orelhas perfuradas para receberem um “código de barras”, tem suas caudas cortadas sem anestesia e com semanas de vida os machos também são castrados sem anestesia.

9- Tosquear um animal não é nada fácil. Ele se estressa e resiste a invasão a seu corpo, se debate e por isso é jogado no chão, amarrado e muitas vezes socado. Durante a tosquia a ovelha pode ter seus mamilos e vulva cortados pelo aparelho.

10- Todo ano, milhões de ovelhas na Austrália são mutiladas durante um procedimento chamado mulesing (prática em que o animal é friamente mutilado e ferido, para a “melhor retirada” do pelo). Muitos fazendeiros australianos usam tesouras para soltar o pelo, e isso fere e retira enormes pedaços de pele das ovelhas. Outros usam pinças para comprimir e esticar cruelmente a pele do animal, deixando-o gravemente ferido. Essas feridas fazem com que sua pele e músculos morram e apodreçam semanas depois. Muitos animais morrem nestes processos.

 



Outros animais explorados para produção de tecidos:

A seda é formada pelas fibras do casulo de um inseto chamado bicho-da-seda, que produzido em condições artificiais, ao tentar passar naturalmente para a vida adulta, por meio da formação do casulo, é fervido vivo para que este invólucro seja utilizado. São aproximadamente 3,000 insetos mortos para cada quilo de seda. Nada natural, né.


Cashmere ou casimira é feita a partir do pelo retirado do baixo-ventre de cabras mantidas das mesmas condições miseráveis e coisificantes descritas acima. 

 

Boicote essa indústria mórbida e use apenas substitutivos éticos:

PU (poliuretano), couro vegetal, lona, algodão, ...

 

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